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Câncer de
Mama?
Ao planejar o tratamento de câncer de
mama o oncologista pode considerar vários fatores:
O estágio e grau do tumor
A presença ou não de receptores hormonais no tumor
A idade do paciente e sua saúde geral
Se a paciente já está em menopausa ou não
A presença de mutações conhecidas nos genes para câncer de mama
Fatores que podem significar tumores agressivos como amplificações de HER-2/neu
Cirurgia
De uma maneira geral quanto menor o tumor, mais opções cirúrgicas a
paciente possui. Os tipos de cirurgia incluem os seguintes:
A lumpectomia remove o nódulo de tumor e uma margem limpa, "livre de
doença". A radioterapia é necessária após a retirada para complementar o
tratamento.
A mastectomia parcial remove o tumor, uma área de tecido normal e parte a
camada acima do músculo onde o tumor estava. Esta cirurgia também é
chamada de quadrantectomia e necessita de complementação com
radioterapia. Ambas as técnicas cirúrgicas acima preservam boa parte de
tecido mamário e é importante que o cirurgião tenha certeza que ela não
se espalhou. Assim o cirurgião também avaliará o comprometimento dos
linfonodos axilares para se certificar que não possuem tumor. Com isso,
o cirurgião pode fazer uma dissecção dos linfonodos axilares, retirando
um número de linfonodos e encaminhado-os para exame microscópico
realizado pelo patologista.
A mastectomia total remove toda a mama.
A mastectomia radical modificada remove a mama, alguns dos linfonodos
axilares e o tecido que recobre o músculo.
A mastectomia radical remove a mama, os músculos peitorais, todos os
linfonodos axilares, tecido gorduroso e pele. Apesar de parecer uma
técnica bastante agressiva, esta técnica já salvou vidas de milhares de
mulheres.
Radioterapia
É indicada de maneira regular por algumas semanas após a lumpectomia ou
mastectomia com o objetivo de matar as células tumorais que podem ter
restado próximo ao local do tumor. Uma dose alta de radiação é usada e
pode ocorrer efeitos colateral, incluindo fadiga, inchaço, e alterações
de pele. Algumas vezes a radiação pode ser dada antes da cirurgia para
que ela reduza de tamanho e facilite a sua remoção.
Quimioterapia
Pode ser dada por via oral ou intravenosa, tem o objetivo de destruir as
células tumorais que podem ter migrado do tumor inicial e estejam
circulando pelo corpo, mas também causando efeitos colaterais
indesejáveis por atingir células sadias. Dados em ciclos, geralmente a
sua administração não requer internação. Diferentes drogas
quimioterápicas são úteis para diferentes tumores e a combinação de
certas drogas é mais efetiva que o uso individual delas.
Terapia Hormonal
Útil para manejar tumores que possuem receptores hormonais de estrógeno ou
progesterona positivos. Os tumores utilizam estes hormônios como
combustível para crescimento e a hormonioterapia bloqueia a utilização
destes hormônios, impedindo seu crescimento.
Câncer de mama avançado Alguns tumores de mama serão
diagnosticados e tratados antes que ocorram as metástases. Outros já
apresentarão metástases ao diagnóstico. O tumor geralmente se espalha
através da corrente sanguínea ou sistema linfático para áreas irrigadas
por elas. No câncer de mama ela pode se espalhar para ossos, fígado,
pulmões e cérebro, mas também para a mama oposta, glândulas adrenais,
baço e ovários. Freqüentemente a recorrência do tumor é detectada com
aparecimento de sintomas.
Uma vez detectada metástase a paciente pode ser submetida a nova cirurgia
ou ter nova quimioterapia ou radioterapia para controlar a doença.
Sinais e sintomas que podem ser causadas pela recorrência do tumor
incluem:
Um nódulo na axila ou na região cirúrgica.

Dores ósseas ou fraturas, que podem ser sinais de metástases ósseas.
Dores de cabeça e convulsões, que podem ser sinal de metástases cerebral.
Tosse crônica ou chiado, que pode ser sinal de metástase pulmonar.
O objetivo do tratamento na doença avançada é atingir a remissão (fazer
com que não se detecte mais doença novamente) ou reduzir a velocidade de
crescimento do tumor. O
cancer
de mama metastático não é considerado curável e o paciente e o
medico devem procurar um equilíbrio para o tratamento da doença e uma
boa qualidade de vida. Deve ser ressaltado que algumas mulheres vivem
vários anos após a recorrência e podem ser submetidas a muitos tipos de
tratamentos diferentes, mantendo a qualidade de vida.
Sobrevivência Se o tumor está limitado à mama, sem comprometer linfonodos
ou outras estruturas, a sobrevida (chance da paciente estar viva após
terem passado) em 5 anos é de 97%. Se houver comprometimento de
linfonodos regionais, esta taxa é de 78%. Em doença avançada com a
doença presente de locais distantes do tumor primário, a sobrevida em
cinco anos chega a 23%.
Perguntas que podem ser feitas ao médico Eu
posso salvar a minha mama? É seguro?
Será necessária radioterapia?
A radioterapia vai causar alguma lesão na pele, ou alguma deformação?
Quais são outros efeitos colaterais?
Se eu precisar de quimioterapia, quais são as opções? Por quanto tempo, e
quais os efeitos colaterais?
Quando eu poderei fazer a reconstrução da mama, e quais as opções? Como
vai ficar, depois da reconstrução?
Quimioterapia de altas doses é uma opção terapêutica, para mim? Vale a
pena correr os riscos?
Eu perderei o meu cabelo? Quando vou começar a perder, e quando vai voltar
ao normal?
Quanto tempo terei que me submeter a exames, depois do tratamento? Que
exames serão?
Quando eu terei certeza que meu câncer não voltará mais?
Atenção! O auto-exame das mamas tem papel controverso na prevenção do
câncer. No entanto, é o método mais fácil e rápido de diagnóstico
precoce, e é importante que ele seja um costume de toda mulher.
fonte:
andre.sasse.com/mama.htm
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